quarta-feira, 13 de julho de 2011

Generalizar a alimentação? Individualizar!


Bom dia, queridos leitores do Reequilíbrio Orgânico!

Gostaria de hoje contribuir com o conhecimento de vocês sobre um ponto muito importante da nutrição: a individualidade nutricional.

Você com certeza já leu em alguma revista, entrevista ou site que "tal alimento é ótimo", ou então "coma todos os dias x quantidades deste alimento", "tal alimento previne a doença x e y, por isso, como todos os dias uma quantidade z". Extremamente comum, não é?

Agora vamos refletir: cada um de nós tem uma constituição, metabolização, absorção, histórico familiar, patologias, hipersensibilidades, uso ou não de medicamentos alopáticos ou fitoterápicos ou suplementos, etc. Sabendo disso, todos os alimentos considerados benéficos podem ser consumidos por todas as pessoas?

Um exemplo disso são as hipersensibilidades alimentares, cada vez mais comuns nos atendimentos clínicos. Esta questão deve ser considerada antes da recomendação de um determinado alimento, ainda que este possua inúmeros benefícios comprovados na literatura científica atualizada.

O plano alimentar IDEAL é ideal PARA VOCÊ e mais ninguém. Daí a necessidade da completa anamnese clínica e um estudo das questões levantadas pelo paciente, para que possamos obter uma nutrição inteligente e funcional de cada um.

Por isso, de agora em diante, não pensem apenas em "este alimento é bom para tal DOENÇA", mas se este alimento é bom para VOCÊ!

Com carinho,

Letícia Klempous Corrêa

domingo, 10 de julho de 2011

Você conhece a alfarroba?


A alfarroba é o fruto da alfarrobeira, uma árvore nativa do mediterrâneo, e se apresenta na forma de vagem, da onde é extraída a polpa. Esta polpa é torrada e moída, tornando-se um pó, e é muito utilizada em substituição ao cacau, principalmente para quem possui hipersensibilidade ao mesmo e por não conter estimulantes como a cafeína e/ou alergênicos, como a teobromina, ambos presentes no cacau. Além disso, possui 0,7% de gordura e um alto teor de açúcares naturais (sucrose, glucose e frutose), em torno de 38 a 45%, enquanto que o cacau possui até 23% de gordura e 5% de açúcar.

O uso da alfarroba não é algo tão moderno como muitos pensam: os Egípcios já a utilizavam há mais de 5.000 anos!

O extrato de alfarroba possui altos teores de compostos fenólicos, o que lhe atribui uma atividade antioxidante considerável. Lembrando que para garantir esta função, existem quantidades mínimas e máximas, e ainda não há nada na literatura científica especificando tais quantidades. Uma boa forma de utilização da alfarroba seria a sua farinha, que contém uma boa concentração destes compostos benéficos. Os bombons e demais produtos obtidos contendo alfarroba também são bons, mas agregam outras substâncias.

Este post não tem objetivo de tornar a alfarroba um alimento ótimo em detrimento do cacau, ok?! Apenas trazer mais uma opção de variedade para uso culinário e alternativas para combatermos a monotonia alimentar. E lembre-se: nunca experimente um novo alimento esperando texturas ou sabores semelhantes. A chance de não gostar dele fica grande! Cada alimento tem suas próprias características sensoriais!

Um abraço,

Letícia Klempous Corrêa

Fontes úteis:

Phytochemical Profile, Antioxidant and Cytotoxic Activities of the Carob Tree (Ceratonia siliqua L.) Germ Flour Extracts